Alta do cobre pode continuar, diz BlackRock
Gestora vê mercado apertado e recomenda não ignorar o movimento
O que aconteceu
Evy Hambro, head de fundamental equities thematic and sector investing da BlackRock, disse à Bloomberg Television que a alta do cobre ainda tem espaço para continuar. “A tendência é muito sua amiga”, afirmou, ao ser questionado sobre a valorização recente do metal. “Estamos vendo um mercado muito apertado”, completou. Hambro também alertou contra a tentação de ignorar o movimento por considerar que já é tarde demais: “É muito fácil dizer: ok, subiu muito e devemos ignorar, é tarde. A realidade é que, se você fez isso, perdeu.” (Bloomberg, 19/08/2026)
Contexto
O comentário ocorre em meio a um rali nos preços do cobre, impulsionado por expectativas de demanda ligada à transição energética e à eletrificação. A BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, monitora de perto o setor de commodities. Hambro, responsável por investimentos temáticos e setoriais, reforça a visão de que o mercado físico está apertado, com oferta limitada frente a uma demanda crescente.
Por que importa
Para investidores, a declaração sinaliza que a BlackRock enxerga fundamentos sólidos por trás da alta do cobre, e não apenas um movimento especulativo. Isso pode influenciar alocações em mineradoras, ETFs de commodities e papéis ligados ao setor. No Brasil, que tem relevância na produção de minérios, a percepção de continuidade da alta pode beneficiar empresas do segmento e atrair atenção para o mercado doméstico.
Impacto
No curto prazo, a fala de Hambro pode reforçar o otimismo em torno do cobre, sustentando preços ou até impulsionando novos recordes. No médio prazo, a tese de mercado apertado sugere que a oferta não deve acompanhar a demanda, o que pode manter pressão altista. Para compradores industriais, isso significa custos mais altos; para produtores, margens mais confortáveis.
O que vem agora
A BlackRock não divulgou projeções numéricas, mas a indicação é de que a gestora mantém posição construtiva para o cobre. O mercado acompanhará dados de oferta e demanda, além de indicadores econômicos globais, para validar a tese. A continuidade do rali dependerá de fatores como crescimento da China, avanço da eletrificação e capacidade de expansão da mineração.
