Antigravity IDE Extensions: usuários criticam mudanças no Google Antigravity
Publicação no Product Hunt expõe frustração com Gemini 3.5, CLI fechado e limites de tokens no IDE.
O que aconteceu
Um usuário identificado como fã de longa data do Google Antigravity publicou, no Product Hunt, uma crítica contundente às recentes mudanças na plataforma. O post, intitulado “Antigravity IDE Extensions”, não celebra a novidade, mas desabafa sobre o que considera uma deterioração do produto. Entre as queixas estão o modelo Gemini 3.5 (chamado de “trash”), o fechamento do código do CLI, a necessidade de usar dois aplicativos separados e problemas com limites de tokens.
Contexto
O Google Antigravity é uma solução de desenvolvimento assistida por IA que ganhou popularidade entre programadores. O usuário relata que era um entusiasta e esperava por melhorias no Google I/O, mas se decepcionou. Ele menciona que os fundadores da Windsurf, que se juntaram ao projeto, teriam abandonado a inovação em troca de benchmarks e demos encenadas. A publicação também critica a remoção do “Browser use” — ferramenta que gerava vídeos de walkthrough — substituída por um comando `/browser` que exige configuração e não funciona.
Por que importa
A crítica vem de um usuário que se autodenomina “die hard” (fiel) ao produto. Se até defensores históricos apontam falhas graves, isso pode indicar um problema real de experiência e confiança. A alegação de que o Gemini 3.5 gera “slop” (conteúdo de baixa qualidade) em alta velocidade, e que os limites de tokens são enganosos (3x na prática não se sustentam), afeta diretamente desenvolvedores que usam a ferramenta profissionalmente. A insatisfação pode levar a migração para concorrentes como Cursor ou Codex.
Impacto
No curto prazo, a publicação no Product Hunt pode influenciar a percepção de novos usuários que avaliam o produto. No médio prazo, se o feedback não for respondido, o Google Antigravity corre o risco de perder sua base mais leal. A menção à “surplus de TPUs” e ao desperdício de tokens em simulações (como um “buraco negro”) sugere um desalinhamento entre prioridades da empresa e as necessidades dos desenvolvedores. A ausência de resposta oficial até o momento aumenta a sensação de abandono.
O que vem agora
O Google Antigravity ainda não respondeu publicamente às críticas. Cabe à empresa decidir se abordará os pontos levantados — como o funcionamento do comando `/browser`, a política de limites e a qualidade do Gemini 3.5. Para a comunidade, o desabafo pode servir de termômetro e estimular discussões em fóruns e redes sociais. A expectativa é que futuras atualizações corrijam ao menos parte dos problemas apontados, ou que a empresa se posicione oficialmente sobre as acusações.
