Ares e Scion compram moradias estudantis nos EUA por US$ 435 milhões
Segundo negócio da parceria entre Scion Group e Ares Management envolve quatro comunidades
O que aconteceu
A Scion Group e a Ares Management Corp., por meio de fundos administrados por ambas, adquiriram quatro comunidades de moradia estudantil nos Estados Unidos por aproximadamente US$ 435 milhões. O anúncio foi feito em 1º de setembro de 2026, segundo informações publicadas pela Bloomberg. O negócio de US$ 435 milhões, envolvendo a Scion Group e a Ares Management, é o segundo fechado no âmbito da parceria estratégica iniciada entre as duas empresas. A transação inclui propriedades localizadas em diferentes campus universitários, mas os nomes específicos das comunidades e das universidades não foram divulgados no comunicado oficial.
Contexto
A Scion Group é uma das maiores gestoras de imóveis voltados para estudantes nos Estados Unidos, com experiência em aquisição, operação e desenvolvimento de residências universitárias. A Ares Management Corp., por sua vez, é uma gestora de ativos alternativa global com mais de US$ 400 bilhões sob gestão. A joint venture entre as duas empresas foi anunciada no início de 2026, com o objetivo de investir em moradias estudantis de alto padrão em campus universitários americanos. O primeiro negócio da parceria ocorreu em meados de 2026, mas não foram revelados detalhes sobre o valor ou a localização. O mercado de moradia estudantil nos EUA tem se mostrado resiliente, com alta demanda e taxas de ocupação elevadas, mesmo em um cenário de juros altos.
Por que importa
A aquisição de US$ 435 milhões pela Scion Group e Ares Management sinaliza a aposta contínua de grandes investidores institucionais no setor de moradia estudantil americano. Esse segmento é considerado defensivo, pois a demanda por vagas em universidades tende a se manter estável independentemente do ciclo econômico. Para a Ares Management, a parceria com a Scion Group permite acesso a um pipeline de ativos operados por especialistas, enquanto a Scion ganha escala com capital de um dos maiores gestores do mundo. O negócio reforça a tese de que a moradia estudantil é um ativo de baixo risco relativo, com retornos previsíveis e contratos de longo prazo.
Impacto
No curto prazo, a transação de US$ 435 milhões aumenta a exposição da Ares Management ao mercado imobiliário estudantil, diversificando seu portfólio de ativos alternativos. Para a Scion Group, a aquisição consolida sua posição como operadora de referência no setor. A operação deve gerar ocupação imediata nas quatro comunidades, que já estavam operacionais antes da compra. No médio prazo, a joint venture pode buscar novas aquisições, aproveitando a estrutura de capital já montada. O mercado de moradia estudantil nos EUA movimenta bilhões de dólares por ano, com investidores como Blackstone e Goldman Sachs também ativos no setor. A entrada de mais capital institucional pode pressionar as taxas de capitalização (cap rates) para baixo, tornando o segmento mais competitivo.
O que muda
Com a compra das quatro comunidades estudantis, a joint venture Scion-Ares amplia seu portfólio combinado. A Scion Group, que já gerencia mais de 40 mil leitos em todo o país, ganha mais ativos sob sua administração. A Ares Management, por sua vez, adiciona US$ 435 milhões em ativos imobiliários focados em estudantes, setor que historicamente apresenta baixa inadimplência. O anúncio não altera a estrutura de governança das empresas, mas demonstra a execução da estratégia de investimento anunciada no início de 2026. Para os inquilinos (estudantes), não há mudanças imediatas, já que a operação continua sob gestão da Scion.
O que vem agora
A Scion Group e a Ares Management devem continuar buscando novas oportunidades de aquisição nos próximos meses, segundo analistas. O mercado de moradia estudantil americano tem um déficit estimado de oferta em vários campus, o que favorece investimentos em novas construções ou reformas. A joint venture não informou se há um limite de capital para investimentos nem o prazo para a próxima transação. A Bloomberg, que noticiou o negócio, destacou que a parceria é vista como um movimento para consolidar um setor ainda fragmentado. Novos anúncios podem surgir até o final de 2026, dependendo das condições de financiamento e da disponibilidade de ativos à venda.
