Birras infantis: 5 atitudes de pais que criam filhos mais inteligentes

Psicóloga Juli Fraga diz que crianças que aprendem a regular emoções enfrentam melhor frustrações e ganham independência

Por Marcos Guimarães6 set 2026
Birras infantis: 5 atitudes de pais que criam filhos mais inteligentes

O que aconteceu

A psicóloga Juli Fraga, coautora do livro "Parents Have Feelings, Too", publicou no CNBC, em 6 de setembro de 2026, um guia com cinco atitudes que pais habilidosos no manejo de birras adotam no dia a dia. Segundo Fraga, essas práticas fazem as crianças se tornarem mais inteligentes emocionalmente. "Essas crianças se tornam mais emocionalmente inteligentes, o que as ajuda a enfrentar reveses, abraçar a independência e experimentar coisas novas", afirma a psicóloga.

O material parte de uma constatação prática: crianças expressam emoções por ações. Crianças pequenas gritam e batem quando não conseguem o que querem. Adolescentes reviram os olhos e batem portas para mostrar frustração.

Contexto

Fraga atende centenas de pais que se sentem sobrecarregados quando o filho não obedece, se porta mal ou tem crises sem motivo aparente. Alguns tentam negociar com as crianças. Outros perdem a paciência. As duas abordagens, segundo a psicóloga, deixam os pais ainda mais exaustos e sem controle.

A base do argumento é que mau comportamento é parte normal da infância e funciona como comunicação. A birra é um conjunto de pistas sobre medos e preocupações por trás do colapso emocional. Pais que seguem essas pistas e abordam a emoção por trás preparam os filhos para sucesso de longo prazo.

Por que importa

A inteligência emocional adquirida na infância tem efeitos concretos: a criança lida melhor com reveses, aceita a independência e se arrisca a tentar coisas novas. Para os pais, o ganho é imediato: menos crises escalando e menos sensação de estar fora de controle.

Impacto

As cinco atitudes descritas por Fraga mudam a dinâmica da crise em tempo real:

1. **Acalmar-se primeiro.** Antes de reagir, faça cinco respirações profundas com o abdômen. A respiração profunda leva oxigênio aos músculos e ativa a resposta de relaxamento do corpo. Como emoções são contagiosas, quando os pais permanecem calmos, as crianças "pegam" essa calma e aprendem a regular as próprias emoções intensas.

2. **Agir como detetive, não como CEO.** Mandar a criança parar ou partir direto para a solução pode fazê-la se fechar e abalar a autoconfiança. A alternativa é adotar uma postura curiosa: "O que pode estar acontecendo com meu filho agora que está gerando esse comportamento?". Uma criança que mente pode ter medo de se meter em problemas. Um adolescente que rejeita limites pode querer mais independência. Fraga sugere deixar claro que dizer a verdade sempre será aplaudido e convidar o adolescente a brainstormar junto sobre o que deseja.

3. **Ajudar a criança a nomear as emoções.** O terceiro passo do guia da psicóloga é dar vocabulário emocional à criança, para que ela consiga expressar o que sente em vez de agir.

O material publicado pelo CNBC detalha os três primeiros passos e anuncia cinco no total.

O que muda

A mudança de perspectiva é tratar a birra como comunicação, não como desafio à autoridade. Quando o pai identifica o gatilho por trás do comportamento, na expressão de Fraga, resolveu o mistério, o que é mais da metade da batalha.

O que vem agora

O guia completo com os cinco passos está disponível no CNBC. Para pais que querem aplicar, o primeiro teste prático é a próxima crise: pausar, respirar fundo cinco vezes e investigar a emoção por trás do comportamento antes de corrigir.