CIO do PNC vê ações dos EUA sustentadas por lucros fortes

Para Amanda Agati, do PNC, fundamentos superam risco de juros altos e incerteza eleitoral

Por Marcos Guimarães15 ago 2026
CIO do PNC vê ações dos EUA sustentadas por lucros fortes

O que aconteceu

A chief investment officer do PNC, Amanda Agati, afirmou que a força dos lucros corporativos e os fundamentos econômicos continuam a sustentar as ações americanas. A avaliação foi feita em entrevista ao programa Bloomberg This Weekend, apresentado por Joe Mathieu e Carol Massar, em 15 de agosto de 2026. Mesmo com os rendimentos elevados dos títulos do Tesouro americano e a incerteza típica das eleições de meio de mandato, a executiva mantém leitura construtiva para a renda variável dos EUA (Bloomberg).

Contexto

A fala de Agati chega em um momento em que o mercado americano digere a temporada de balanços e monitora o comportamento da curva de juros. A combinação de Treasuries pressionados e um calendário político movimentado costuma amplificar a oscilação dos preços dos ativos. Na visão da executiva, porém, o ciclo de lucros segue forte o suficiente para prevalecer sobre esses ruídos.

Por que importa

A opinião de uma das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos funciona como termômetro para o apetite de risco global. Para o investidor brasileiro, a leitura é especialmente relevante: quando as bolsas americanas sustentam otimismo, o fluxo de capital para mercados emergentes como o Brasil tende a ser mais favorável. A mensagem central é que os lucros continuam sendo o principal motor da bolsa.

Impacto

No curto prazo, o posicionamento público de um CIO de grande banco pode ajudar a conter parte do receio com a volatilidade. No médio prazo, a tese depende da manutenção da qualidade dos balanços trimestrais. Se os juros seguirem subindo, o custo de oportunidade de manter ações aumenta; mas, enquanto os lucros acompanharem, a avaliação de Agati indica que há espaço para o mercado seguir positivo.

O que muda

No cenário atual, a combinação de juros elevados e incerteza política seria um argumento clássico para reduzir exposição a risco. A sinalização do PNC sugere o contrário: os fundamentos microeconômicos — ou seja, o que as empresas estão reportando — ainda justificam manter posição em ações. A palavra de ordem é seletividade, não saída do mercado.

O que vem agora

O mercado segue de olho nos próximos balanços e nos indicadores econômicos que podem influenciar a trajetória dos juros. Além disso, o desenrolar da campanha das eleições de meio de mandato deve manter a volatilidade em níveis elevados até novembro. A aposta implícita de Agati é de que os lucros sigam no comando, com juros e política atuando como fatores de turbulência.

Fontes