Como a IA pode impactar a biociência? CIO da Braidwell responde
Em entrevista ao The Pulse, Alex Karnal falou sobre o uso de inteligência artificial em medicamentos e dispositivos médicos
O que aconteceu
Em 27 de agosto de 2026, a Bloomberg publicou uma entrevista com Alex Karnal, cofundador e CIO da Braidwell, sobre o uso de inteligência artificial em biociência. A conversa aconteceu no programa The Pulse, apresentado por Anna Edwards. Na entrevista, Karnal explicou como a gestora incorpora IA na sua estratégia de investimento em medicamentos transformadores, novas tecnologias e dispositivos médicos.
A abordagem da Braidwell, que integra inteligência artificial ao processo de decisão, foi o centro da discussão. A pauta da conversa foi a forma como a empresa investe nessas áreas com apoio de ferramentas de IA, como divulgou a própria Bloomberg.
Contexto
A inteligência artificial vem se tornando uma aliada de gestoras e farmacêuticas na análise de dados biológicos. Modelos computacionais ajudam a cruzar informações genômicas, resultados de ensaios clínicos e bases de patentes em velocidade que nenhuma equipe humana alcança. A Braidwell atua justamente nesse cruzamento entre finanças e ciência, usando IA para identificar oportunidades que misturam medicina transformadora, tecnologia e dispositivos médicos.
O interesse de investidores pela biociência cresceu nos últimos anos, puxado por avanços em áreas como edição genética e imunoterapia. Nesse ambiente, a capacidade de processar grandes volumes de dados científicos virou um diferencial competitivo. A participação de Karnal no The Pulse, da Bloomberg, é um exemplo de como esse tema chegou ao debate público de negócios.
Por que importa
A conversa importa por dois motivos. O primeiro: o dinheiro investido com apoio de IA pode acelerar o desenvolvimento de remédios e equipamentos médicos. O segundo: a mesma tecnologia muda a forma como decisões de investimento são tomadas, o que afeta quais pesquisas recebem financiamento. No Brasil, a discussão ganha peso porque a incorporação de novas terapias no sistema público e na saúde suplementar depende de evidências geradas em estudos que são financiados, muitas vezes, por fundos como o da Braidwell.
O resultado prático dessa integração deve ser um ciclo mais curto entre a descoberta científica e o produto disponível para pacientes. Quando um medicamento chega mais rápido ao mercado, o preço final tende a ser menor, embora isso não esteja garantido.
Impacto
No curto prazo, o uso de IA na análise de investimentos em biociência deve ampliar a velocidade com que gestoras cruzam patentes, artigos científicos e dados de ensaios. Isso pode reduzir o tempo de due diligence, a fase de investigação de uma empresa antes do aporte. No médio prazo, é provável que os fundos concentrem seus recursos em projetos que geram dados tratáveis por algoritmos, deixando de lado áreas menos digitalizadas da pesquisa.
Para a Braidwell, a integração de IA significa conseguir avaliar um número maior de oportunidades com a mesma equipe. Para o mercado de biotecnologia, isso aumenta a competição por projetos que combinam mérito científico e maturidade de dados.
O que muda
A abordagem da Braidwell indica que o investimento em biociência deixou de ser uma aposta apenas em laboratórios e patentes. Quem investe nesse setor também precisa entender de dados, algoritmos e infraestrutura de computação. Essa mudança atrai um perfil diferente de profissional para as gestoras, com formação em ciência da computação, estatística e biologia.
O que vem agora
O vídeo da entrevista foi publicado originalmente no site da Bloomberg em 27 de agosto de 2026. A expectativa é que a discussão sobre IA em biociência continue avançando em eventos do setor e em novas entrevistas do The Pulse. Também deve crescer o escrutínio de reguladores sobre o uso desses algoritmos, especialmente quando envolvem dados genéticos de pacientes.
**Fontes:** Bloomberg – Braidwell's Karnal on How AI Can Impact Bioscience
