Coyote vs. Acme: o Coiote processa a Acme e vence no humor

Review da IGN dá nota 81 ao filme que transforma a eterna perseguição ao Papa-Léguas em drama judicial metalinguístico

Por Redação Mapa Paper12 ago 2026
Coyote vs. Acme: o Coiote processa a Acme e vence no humor

O que aconteceu

Coyote vs. Acme chega aos cinemas em 28 de agosto, com roteiro de Samy Burch e direção de Dave Green (IGN). Na trama, cansado de ser explodido, golpeado e abandonado no ar sobre desfiladeiros, Wile E. Coyote decide processar a Acme, a empresa por trás dos produtos absurdos que ele usa para tentar capturar o Papa-Léguas. A IGN avaliou o filme com nota 81 e o descreveu como uma prova de que os Looney Tunes seguem tão engraçados quanto sempre foram.

Contexto

Os Looney Tunes existem desde os anos 1930 — quase 100 anos de história. A premissa do filme nasce da repetição patológica que gerações acharam hilária: o Coiote falha, se machuca e tenta de novo. Quando ele procura Kevin Avery, interpretado por Will Forte, um advogado de danos pessoais famoso em outdoors que quer fazer o mínimo para passar pela vida despercebido, o longa vira um híbrido de tribunal, intriga corporativa e comédia absurda e seca. A IGN compara o resultado a "Questão de Honra" (A Few Good Men) dirigido por "Uma Cilada para Roger Rabbit" (Who Framed Roger Rabbit).

Por que importa

O desafio de transformar uma tradição de formato curto em filme de longa-metragem é estrutural: pianos caindo na cabeça funcionam por alguns minutos, mas sustentar uma hora e meia exige mais. A resposta do filme, segundo a IGN, não está apenas no pano de fundo jurídico, mas na motivação psicológica estranha por trás da determinação de décadas do Coiote. O longa trata o personagem com uma tristeza genuína — há uma obsessão real no que ele faz da vida. É o mesmo modelo que O Filme Lego aperfeiçoou: empilhar uma narrativa sobre uma propriedade popular sem história própria.

Impacto

Os detalhes do filme estão afiados: dos produtos da Acme — leões enlatados, pedras desidratadas, os tradicionais grãos de metal misturados à ração de passarinho e um livro chamado "Como Esperar Dramaticamente" — aos personagens nomeados em homenagem aos criadores originais dos Looney Tunes, Tex Avery, Chuck Jones e Michael Maltese. A mistura de gags clássicas com sensibilidade cômica moderna mostra que os Looney Tunes sempre tiveram esse potencial e que os cineastas entendem isso e conseguem acrescentar algo.

O que muda

O filme reposiciona a franquia Looney Tunes para o cinema contemporâneo, usando a metalinguagem como ferramenta narrativa. Em vez de apenas repetir as piadas físicas consagradas, Coyote vs. Acme aposta em uma estrutura de comédia jurídica que conversa com o público atual sobre obsessão, fracasso e a relação entre personagem e corporação.

O que vem agora

A estreia está marcada para 28 de agosto nos cinemas. Resta ver como o público recebe a aposta de transformar uma piada centenária em narrativa de longa duração — e se o modelo de sucesso do Coiote contra a Acme abre caminho para outras propriedades clássicas da Warner ganharem o mesmo tratamento.

Fontes

  • IGN — Coyote vs. Acme Review (https://www.ign.com/articles/coyote-vs-acme-review)