Estrategista da RBC prevê alta no S&P 500 apesar de riscos da Fed

Lori Calvasina argumenta que política monetária e tensões geopolíticas não devem travar o mercado acionário

Por Marcos Guimarães17 ago 2026
Estrategista da RBC prevê alta no S&P 500 apesar de riscos da Fed

O que aconteceu

Na segunda-feira, 17 de agosto de 2026, o S&P 500 registrou flutuações após a maior semana de avanço desde maio, impulsionado por tensões no Oriente Médio que preocupam os mercados globais. Ações e títulos oscilaram, com o petróleo Brent atingindo US$ 89 por barril, elevando receios sobre inflação e possíveis aumentos de taxas pela Reserva Federal (Fed). Títulos do Tesouro americano de 30 anos atingiram a maior taxa desde 2007, enquanto fabricantes de chips se recuperaram com os relatórios de receita da Anthropic PBC, que alimentaram otimismo sobre investimentos em inteligência artificial (Bloomberg).

Contexto

O cenário combina fatores geopolíticos e econômicos em um momento sensível. A violência recente no Oriente Médio gerou temores de uma escalada que poderia afetar o fornecimento de petróleo e a economia global, impactando preços de commodities e confiança do mercado. Paralelamente, o setor de semicondutores se fortaleceu com os resultados da Anthropic PBC, reforçando a narrativa de crescimento ligada à inteligência artificial. Esses elementos contribuíram para a volatilidade, mas também destacaram oportunidades específicas em meio à incerteza.

Por que importa

Para investidores e empresas, a análise da RBC oferece uma perspectiva prática em um cenário de alta volatilidade. Se o S&P 500 continuar subindo, pode beneficiar portfólios diversificados e setores ligados à tecnologia e IA, como empresas de chips e desenvolvimento de software. No entanto, os riscos ligados à política monetária da Fed e à geopolítica exigem cautela, afetando decisões de alocação de recursos, planejamento corporativo e estratégias de hedge. Empresas com exposição a mercados emergentes ou ao setor energético podem enfrentar pressões adicionais.

Impacto

No curto prazo, a volatilidade deve persistir com foco nas decisões da Fed e no desenvolvimento do conflito no Oriente Médio. Aumentos de taxas, se concretizados, elevariam custos de empréstimos para consumidores e empresas, potencialmente freando o consumo e investimentos. No médio prazo, se a tese da RBC se confirmar, o mercado acionário americano pode manter a alta, sustentado por fundamentos econômicos sólidos e inovação em IA. Porém, uma escalada geopolítica ou dados inflacionários adversos poderiam inverter o quadro.

O que muda

A atenção dos investidores agora se volta para a política monetária da Fed e os sinais econômicos, como índices de inflação e relatórios de emprego. Setores como chips e empresas de IA podem ganhar destaque como motores de crescimento, enquanto riscos sistêmicos permanecem no horizonte. A narrativa de mercado pode evoluir rapidamente dependendo de novos dados e eventos, exigindo flexibilidade nas estratégias.

O que vem agora

Próximos passos incluem o monitoramento das próximas reuniões da Fed, atualizações sobre a situação no Oriente Médio e relatórios financeiros de empresas-chave no setor de tecnologia. Investidores devem acompanhar a performance contínua do S&P 500 e decisões de política para ajustar portfólios, enquanto analistas avaliam o impacto potencial de futuros aumentos de taxas no mercado.

Fontes