Gilinski e GeoPark perto de acordo de petróleo na Venezuela

Maior acionista da empresa de Bogotá busca expandir atuação no país vizinho, dizem fontes

Por Marcos Guimarães28 ago 2026
Gilinski e GeoPark perto de acordo de petróleo na Venezuela

O que aconteceu

A família Gilinski, considerada a mais rica da Colômbia, está em negociações avançadas para fechar um acordo de petróleo na Venezuela. A negociação ocorre em conjunto com a GeoPark Ltd, uma empresa de petróleo com sede em Bogotá, na qual a família é a maior acionista, detendo uma participação de 28%. Quem revelou o caso foram pessoas familiarizadas com o assunto, que pediram para não serem identificadas, em reportagem da Bloomberg publicada em 28 de agosto de 2026. Segundo essas fontes, o acordo está próximo de ser concluído.

Contexto

A GeoPark Ltd é uma companhia dedicada à exploração e produção de petróleo e gás, com escritório central em Bogotá, capital da Colômbia. A família Gilinski, reconhecida por seus investimentos em bancos, mídia e outros setores, já aparecia como a maior acionista da empresa, com uma fatia de 28%. A aproximação com a Venezuela acontece em um momento de busca por novos mercados e na esteira de um movimento maior de grupos colombianos interessados no setor energético venezuelano. A Venezuela, país vizinho da Colômbia, é um dos maiores produtores de petróleo da América do Sul, o que torna o negócio estratégico. A GeoPark, que tem a família Gilinski como principal acionista, agora mira esse mercado promissor.

Por que importa

Para a família Gilinski, entrar na Venezuela por meio da GeoPark pode abrir uma nova frente de receita e diversificar seus negócios, que hoje incluem participações em setores como finanças e comunicação. Para a GeoPark, um acordo na Venezuela representa acesso a reservas e produção em um país com grande potencial, embora o ambiente político e operacional local imponha desafios. A movimentação também sinaliza que conglomerados colombianos estão dispostos a investir na Venezuela, o que pode incentivar outras empresas a seguir o mesmo caminho. Um eventual acordo venezuelano, negociado pela família Gilinski, colocaria a companhia em uma posição relevante na América do Sul.

Impacto

No curto prazo, a conclusão do acordo pode aumentar a visibilidade da GeoPark no mercado e reforçar a posição da família Gilinski como investidora relevante no setor de petróleo. No médio prazo, se o negócio for concretizado, a companhia poderá ampliar sua produção e reduzir sua dependência de outras regiões onde já atua. Um eventual acordo também pode ter efeitos sobre o preço das ações da GeoPark, que passaria a ser vista como uma empresa com presença em dois países produtores de petróleo. A entrada da GeoPark na Venezuela, se confirmada, alteraria o mapa de atuação da empresa.

O que vem agora

As fontes ouvidas pela Bloomberg afirmam que o acordo está perto de ser fechado, mas não há confirmação oficial nem prazos divulgados. A expectativa é que a GeoPark, com o apoio da família Gilinski, anuncie formalmente os termos do negócio após a conclusão das negociações. Até lá, os detalhes seguem confidenciais. A família Gilinski, dona de 28% da GeoPark, ainda não se pronunciou publicamente sobre o assunto.

Fontes

  • Bloomberg: Billionaire Gilinski, GeoPark Said to Be Near Venezuela Oil Deal (https://www.bloomberg.com/news/articles/2026-08-28/billionaire-gilinski-geopark-said-to-be-near-venezuela-oil-deal)