IBM usa IA para levar US Open a 14 milhões de torcedores

Inteligência artificial no torneio traz assistente, atualizações personalizadas e probabilidades de vitória que mudam a cada ponto

Por Marcos Guimarães23 ago 2026
IBM usa IA para levar US Open a 14 milhões de torcedores

O que aconteceu

O US Open, um dos quatro Grand Slams do tênis, e a IBM anunciaram neste domingo (23 de agosto de 2026) a expansão do uso de inteligência artificial no torneio. Em participação no programa Bloomberg This Weekend, o vice-presidente sênior da IBM, Jonathan Adashek, e o ex-tenista Sam Querrey apresentaram as novas ferramentas, que incluem atualizações personalizadas para fãs, um assistente de IA e probabilidades de vitória recalculadas após cada ponto.

A parceria entre IBM e US Open já ajuda mais de 14 milhões de usuários digitais a acompanhar o torneio. A inteligência artificial desenvolvida pela IBM também é usada por jogadores e treinadores para analisar adversários e planejar estratégias com base em dados mais profundos. De acordo com a Bloomberg, as novidades foram discutidas com os apresentadores David Gura e Christina Ruffini.

Contexto

O US Open é tradicionalmente um dos eventos mais assistidos do calendário do tênis mundial, e a IBM é fornecedora de tecnologia do torneio. O anúncio deste ano representa uma expansão nas ferramentas de IA já existentes, agora com foco em levar informações em tempo real diretamente ao torcedor. A ideia é transformar dados de partida em conteúdo acessível, seja para quem entende profundamente do esporte ou para quem está assistindo pela primeira vez.

A IBM, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, tem investido fortemente em inteligência artificial e vê no esporte um campo de demonstração para suas soluções. No US Open, a IA funciona como um tradutor dos dados gerados a cada ponto: os números viram análises úteis para o público e para os atletas.

Por que importa

Para os 14 milhões de usuários digitais, a diferença prática é imediata. Em vez de depender de comentaristas ou buscar estatísticas em outros canais, o torcedor pode perguntar diretamente ao assistente de IA sobre um determinado lance, a rivalidade entre dois jogadores ou a evolução do placar. As probabilidades de vitória que mudam a cada ponto adicionam uma camada de emoção e entendimento que antes não existia para o público comum.

Para jogadores e treinadores, a IA é uma ferramenta de análise de adversário mais precisa. Com dados detalhados sobre padrões de jogo, pontos fortes e fracos, as comissões técnicas podem ajustar estratégias durante a partida. Para a IBM, a parceria é uma vitrine de alto nível: o US Open é transmitido para o mundo todo, e a tecnologia aplicada nas quadras de Nova York serve como cartão de visitas para clientes corporativos.

Impacto

No curto prazo, o torneio deste ano deve tornar o tênis ainda mais interativo. A combinação de assistente de IA, atualizações personalizadas e probabilidades ao vivo oferece ao torcedor uma experiência que nenhum outro Grand Slam apresentou antes. A tendência é que outras competições esportivas observem os resultados e considerem implementações semelhantes, já que a demanda por dados em tempo real cresce em todas as modalidades.

A IA também deve reduzir a distância entre os dados brutos e o torcedor comum. Antes, gráficos e estatísticas ficavam restritos a sites especializados ou à transmissão oficial. Agora, cada ponto pode ser explicado em linguagem simples e contextualizado de acordo com o histórico do confronto.

O que muda

Na prática, a forma de consumir tênis muda. O assistente de IA permite que o torcedor personalize sua experiência, recebendo apenas as informações que considera relevantes. As probabilidades de vitória, que mudam a cada ponto, tornam a narrativa da partida mais dinâmica e envolvem o público em momentos de virada.

Para os profissionais, a análise de adversários ganha um reforço importante. O volume de dados gerado em uma partida de tênis é imenso, e a IA consegue transformar isso em recomendações práticas de estratégia.

O que vem agora

O US Open deste ano será o primeiro grande teste das novas ferramentas. A IBM deve monitorar a adoção pelos torcedores e, com o fim do torneio, terá dados concretos sobre o desempenho da inteligência artificial em um evento ao vivo. Caso os resultados sejam positivos, a tendência é que a tecnologia seja expandida para outras etapas do circuito mundial de tênis e, possivelmente, para outros esportes.

Fonte: Bloomberg