Oura planeja IPO em setembro com valuation de US$ 16 bilhões
Empresa de smart rings quer captar até US$ 3 bilhões em oferta nos EUA
O que aconteceu
A Oura, fabricante de smart rings com escritórios em São Francisco e Finlândia, planeja levantar até US$ 3 bilhões em uma oferta pública inicial (IPO) nos Estados Unidos já em setembro. A informação é da Bloomberg. A empresa, que tem mais de 900 funcionários, pode ser avaliada em mais de US$ 16 bilhões na oferta. Investidores atuais devem vender uma grande parte das ações, segundo a Bloomberg.
O IPO da Oura pode levantar até US$ 3 bilhões, com valuation superior a US$ 16 bilhões. Esse valor representa um salto enorme em relação aos US$ 10,9 bilhões de setembro passado, quando a Oura fechou uma rodada Série E de US$ 875 milhões. A rodada teve a participação de Fidelity, ICONIQ, Whale Rock e Atreides, além de investidores anteriores como Dexcom, The Chernin Group, Forerunner Ventures, Coatue e Temasek.
A Oura anunciou em maio que havia feito um pedido confidencial de IPO. A oferta deve ocorrer em setembro, segundo a Bloomberg.
Contexto
O mercado de wearables ficou lotado nos últimos anos. A Samsung lançou o Galaxy Ring há dois anos, entrando no segmento de smart rings. A Oura, porém, tem um rival mais direto: a Whoop, fabricante de fitness bands. A Whoop passou por uma reinvenção. Antes focada em atletas de elite e homens jovens, a Whoop passou o último ano cortejando um público mais amplo. A empresa adicionou rastreamento hormonal e exames de sangue para perimenopausa e saúde da tireoide. Essa mudança elevou a avaliação da Whoop para US$ 10 bilhões em março.
A Oura seguiu um caminho similar. A empresa evoluiu de seu nicho inicial de biohacking de CEOs para uma marca mainstream de sono e recuperação. A Oura, com mais de 900 funcionários, agora compete diretamente com a Whoop e a Samsung no mercado de wearables.
Por que importa
O IPO da Oura pode ser um dos maiores do setor de wearables. A avaliação de US$ 16 bilhões mostra confiança do mercado no segmento de smart rings, que cresceu com a entrada da Samsung. Para investidores, a oferta pode gerar liquidez, já que investidores atuais devem vender uma grande parte das ações. Para a Oura, o IPO permitirá levantar capital para expandir e competir com a Whoop e outros concorrentes.
A Oura, com avaliação de US$ 16 bilhões, pode se tornar uma das empresas mais valiosas do setor. A Whoop, avaliada em US$ 10 bilhões, também se beneficia do momento, já que o mercado de wearables está em alta.
Impacto
No curto prazo, o IPO pode aquecer o mercado de wearables e atrair mais atenção para smart rings. A Oura, com mais de 900 funcionários, pode usar os recursos para inovar em saúde e bem-estar. A concorrência com a Whoop deve se intensificar, já que ambas buscam público mainstream. A Samsung, com o Galaxy Ring, também é um concorrente relevante.
A oferta pública da Oura pode influenciar outras startups do setor a buscar IPO. A Whoop, com avaliação de US$ 10 bilhões, pode considerar uma oferta própria no futuro. O mercado de wearables, que já tem Samsung, Whoop e Oura, deve ficar ainda mais competitivo.
O que muda
A Oura deixa de ser uma empresa privada e passa a ter ações negociadas em bolsa. Isso muda a governança e a transparência. A avaliação de US$ 16 bilhões pode influenciar outras startups do setor a buscar IPO. A Oura, que já fez pedido confidencial em maio, deve concluir a oferta em setembro.
O que vem agora
A Oura deve concluir o IPO em setembro, se as condições de mercado permitirem. A empresa já fez pedido confidencial em maio. Investidores devem acompanhar o preço das ações e a demanda. A Whoop, com avaliação de US$ 10 bilhões, pode considerar um IPO próprio no futuro. A Samsung, com o Galaxy Ring, também deve observar o movimento da Oura.
