Passengers, com Chris Pratt e Jennifer Lawrence, deixa a Netflix em 31 de agosto

Filme de 2016 com elenco de peso está no catálogo até 31 de agosto; produção divide opiniões desde o lançamento

Por Marcos Guimarães28 ago 2026
Passengers, com Chris Pratt e Jennifer Lawrence, deixa a Netflix em 31 de agosto

O que aconteceu

O filme Passengers, com Chris Pratt e Jennifer Lawrence, deixará o catálogo da Netflix em 31 de agosto de 2026. A informação foi publicada pelo site Polygon em uma matéria sobre a saída do longa. O filme chegou ao catálogo da plataforma recentemente, mas já tem data marcada para saída. A produção, lançada em 2016, é um dos títulos de ficção científica mais assistidos e debatidos da última década.

O longa arrecadou mais de US$ 300 milhões em bilheteria mundial, de acordo com números divulgados na época. O orçamento de produção foi de cerca de US$ 150 milhões, ou seja, o retorno foi o dobro do investimento. A direção ficou a cargo de Morten Tyldum, conhecido por O Jogo da Imitação. O roteiro é de Jon Spaihts, que depois escreveria Duna. Além de Pratt e Lawrence, o elenco inclui Michael Sheen, que interpreta um barman androide na nave.

Contexto

Passengers se passa a bordo da Avalon, uma nave espacial corporativa que transporta 5 mil colonos e 258 tripulantes em uma jornada de 120 anos até o planeta Homestead II. Todos os passageiros ficam em hibernação criogênica durante a viagem, com o despertar planejado apenas na aproximação final do destino. O problema começa 30 anos após o início da jornada, quando o piloto automático leva a nave por um cinturão de asteroides. Os escudos não suportam uma colisão grave, e uma falha elétrica desperta Jim Preston, engenheiro mecânico interpretado por Pratt, 90 anos antes do previsto.

Sozinho a bordo, além de alguns IAs de tutorial e do barman androide vivido por Michael Sheen, Jim descobre que mensagens para a Terra levam 19 anos para chegar e que não consegue reativar sua cápsula de hibernação. Diante de décadas de isolamento, ele cede à tentação e acorda outra colonizadora, Aurora Lane, papel de Jennifer Lawrence, apenas para ter outro ser humano com quem conversar. O filme não trata o ato como um encontro casual. Aurora fica chocada ao descobrir o que Jim fez, e o diretor Morten Tyldum conduz a narrativa como um drama que explora as consequências dessa decisão.

A recepção de Passengers foi dividida desde a estreia. Críticos e público se separaram em relação à premissa. Alguns enxergam a história como um romance dentro de uma colônia espacial. Outros, como a crítica Rebecca Hawkes, do jornal britânico The Telegraph, definiram o filme como "uma ode assustadora à manipulação". Essa ambiguidade transformou o longa em objeto de discussão recorrente, similar ao debate sobre se Han Solo atirou primeiro em Star Wars ou às interpretações divergentes sobre a adaptação de Christopher Nolan para a Odisseia de Homero.

Por que importa

Para assinantes da Netflix no Brasil, a saída de Passengers significa que resta menos de uma semana para assistir a um dos sci-fi mais rentáveis da década. O filme está disponível até 31 de agosto, então quem quiser rever ou ver pela primeira vez precisa se apressar. O título é relevante também pelo desempenho comercial. A bilheteria de US$ 300 milhões sobre um orçamento de US$ 150 milhões mostra que o público compareceu em massa, mesmo com a recepção mista.

A produção também interessa por seu lugar no debate sobre consentimento e ética em narrativas de ficção científica. Passengers levanta uma questão incômoda: o que alguém faria para não ficar sozinho por décadas? O filme não oferece respostas fáceis, e é exatamente essa ambiguidade que o mantém relevante em discussões de crítica e audiência. Para quem acompanha o gênero, é um título obrigatório para entender como o público e a crítica tratam decisões moralmente complexas em blockbusters de Hollywood.

Impacto

A saída de Passengers do catálogo da Netflix tem efeito imediato para quem ainda não viu o filme. Depois de 31 de agosto, o longa estará disponível apenas em outras plataformas, como serviços de aluguel digital ou eventualmente catálogos de outros streamings. Para plataformas concorrentes, é uma oportunidade de capturar assinantes interessados em sci-fi, já que Passengers segue sendo um título procurado por quem busca produções com grandes elencos.

No médio prazo, a permanência do filme em um catálogo específico influencia a concorrência por conteúdos. A Netflix, que investe bilhões em produções originais e em acordos de licenciamento, perde um título que, mesmo com opiniões divididas, atrai espectadores pela presença de Pratt e Lawrence. O impacto é maior para o público brasileiro, que muitas vezes vê catálogos variarem por região. Quem está fora dos Estados Unidos pode ter prazos diferentes, mas a informação divulgada pelo Polygon indica a data de 31 de agosto para a retirada.

O que muda

Depois de 31 de agosto, Passengers deixa de fazer parte do catálogo da Netflix. Assinantes que não assistirem até lá terão de buscar alternativas pagas por aluguel ou compra digital. Filmes que saem de um serviço raramente voltam em pouco tempo, então é recomendado ver antes do prazo. A mudança também afeta a visibilidade do longa em buscas e recomendações automáticas dentro da plataforma.

O que não muda é a discussão em torno do filme. Passengers continua sendo um objeto de estudo sobre como blockbusters lidam com temas espinhosos. A crítica Rebecca Hawkes, do The Telegraph, ajudou a fixar o termo "ode assustadora à manipulação" na memória do público. O filme permanece como referência em debates sobre ética em ficção científica, independentemente de onde esteja disponível para assistir.

O que vem agora

A Netflix não anunciou se Passengers voltará ao catálogo em algum momento. Histórico recente mostra que títulos licenciados costumam migrar entre serviços, então é possível que o filme apareça em outra plataforma nos próximos meses. Enquanto isso, quem quiser ver o longa antes da saída precisa acessar a Netflix até 31 de agosto. Para os fãs de sci-fi, a janela para reassistir ou estrear nesse título está chegando ao fim.