Phia sabia de 'cookie stuffing' desde dezembro, diz Bloomberg

Startup de Phoebe Gates e Sophia Kianni enfrenta novas acusações sobre prática de atribuição de vendas.

Por Redação Mapa Paper
Phia sabia de 'cookie stuffing' desde dezembro, diz Bloomberg

O que aconteceu

A Bloomberg publicou uma nova investigação, em 11 de agosto de 2026, mostrando que Phoebe Gates e Sophia Kianni, cofundadoras da startup de compras Phia, sabiam que a empresa praticava 'cookie stuffing' desde dezembro, meses antes da primeira reportagem sobre o assunto (TechCrunch). A prática consiste em atribuir comissões de afiliados a vendas que a plataforma não ajudou a gerar, o que é proibido em contratos de marketplaces de afiliados.

Segundo a Bloomberg, mensagens vazadas do Slack e fontes familiarizadas com o caso indicam que as fundadoras discutiram a prática com executivos e engenheiros. A investigação também apontou que o 'cookie stuffing' representava uma parcela significativa das vendas da Phia, e que a receita diária caiu consideravelmente quando a prática foi interrompida. Varejistas afetados incluem Nike e Nordstrom.

Contexto

Em julho, a Bloomberg já havia publicado uma investigação sobre o 'cookie stuffing' da Phia. Na época, um porta-voz da empresa classificou a prática como um 'bug'. No entanto, a nova reportagem afirma que o recurso foi construído propositalmente e podia ser ativado e desativado. A Phia foi lançada em abril de 2025 com a proposta de ser um site de compras mais eficiente, similar ao Google Flights, ajudando usuários a encontrar os melhores preços em diferentes varejistas.

Por que importa

A prática de 'cookie stuffing' é controversa e pode levar a processos, pois é vista como uma forma de tirar receita de outros profissionais de marketing de afiliados. Para a Phia, que depende de parcerias com varejistas, a acusação de que as fundadoras sabiam da prática pode abalar a confiança de marcas e investidores. O caso também levanta questões sobre a governança de startups fundadas por figuras públicas, como Phoebe Gates, filha de Bill Gates.

Impacto

No curto prazo, a Phia pode enfrentar perda de parcerias comerciais e danos à reputação. A empresa já se comprometeu a reverter todas as transações com atribuição incorreta e contratou um head de compliance. No médio prazo, o caso pode levar a investigações regulatórias ou ações judiciais por parte dos varejistas afetados, além de dificultar futuras rodadas de financiamento.

O que muda

A Phia afirma que removeu os recursos que causavam atribuições incorretas em 7 de julho de 2026. A empresa também declarou que está revisando cada transação e emitindo reversões para os parceiros de marca. A contratação de um head de compliance indica uma tentativa de profissionalizar a gestão e evitar novos incidentes.

O que vem agora

A Bloomberg continuará acompanhando o caso, e novas revelações podem surgir a partir das mensagens vazadas. A Phia terá que demonstrar na prática que está cumprindo as promessas de transparência e correção. O mercado observará se varejistas como Nike e Nordstrom tomarão medidas legais ou encerrarão parcerias com a startup.