Protego Ventures fecha fundo de US$ 125 milhões para defesa de Israel
Protego fica abaixo da meta de US$ 150 milhões para não diluir o retorno de um único grande acerto
O que aconteceu
A Protego Ventures concluiu o fechamento final do seu fundo de estreia com US$ 125 milhões em compromissos de capital. A informação foi apurada com exclusividade pelo TechCrunch. A gestora tem dois anos de operação e se posiciona como o primeiro e maior venture capital dedicado exclusivamente a defense tech em Israel.
O fundo é comandado por Lital Leshem e Lee Moser. Com o capital levantado, a Protego vai investir entre US$ 5 milhões e US$ 50 milhões por empresa. Segundo o site da gestora, o alvo são startups que atendem “necessidades críticas de defesa e segurança de Israel e da comunidade global”.
Contexto
A Ares Management está entre os maiores apoiadores da Protego e aportou US$ 30 milhões como limited partner. Foi a Ares que sugeriu que Leshem e Moser se unissem para fundar a gestora depois do ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023. A convicção era de que novas tecnologias seriam decisivas para ampliar a capacidade de defesa israelense diante de ameaças novas, segundo Leshem. O cheque da Ares deu à Protego o suporte necessário para começar a investir imediatamente.
O movimento não é isolado. O volume de negócios de venture capital em defesa bateu recorde no primeiro trimestre de 2026, e novas gestoras dedicadas só a startups de defesa surgiram em vários países.
Por que importa
A Protego parou antes da meta. O fundo mirava US$ 150 milhões e fechou em US$ 125 milhões. A razão é matemática: um fundo menor amplifica o impacto de um único grande acerto sobre o retorno total. Com a XTEND se desenhando como possível “fund maker”, um investimento capaz de devolver o fundo inteiro, levantar mais capital diluiria esse ganho entre mais investidores. “Nobody wants to share the pie”, disse Leshem.
A XTEND, fabricante de drones e primeira empresa do portfólio da Protego, abriu capital na Bolsa de Nova York neste mês. O portfólio inclui ainda a ASIO, que desenvolve sistemas de consciência situacional e fechou parceria com a Anduril.
Impacto
A recepção no meio militar tem sido forte, segundo Leshem. “Do lado militar, há muito respeito, e as pessoas estão vindo, mesmo discretamente, para conversar conosco, aprender conosco, treinar conosco e, com certeza, obter nossa tecnologia e inovação”, afirmou a sócia.
O mercado israelense é mais fácil de navegar para quem é de dentro, e as duas fundadoras estão apoiadas nas próprias redes. Moser é venture capitalist experiente e vai continuar como managing partner na AnD Ventures, gestora generalista. Leshem cofundou uma startup que foi adquirida por US$ 625 milhões em 2025.
O que muda
Com o fundo fechado, a Protego sai da fase de captação e entra na de desdobramento de capital, com cheques de até US$ 50 milhões por empresa. A presença da Ares Management como limited partner ancora a estrutura e sinaliza que a tese de defesa israelense tem respaldo de um gestor global. Para as startups israelenses do setor, abre-se uma fonte de capital local capaz de acompanhar rodadas maiores.
O que vem agora
As duas fundadoras seguem à frente da Protego, agora com o fundo fechado e capital disponível para novos aportes. O desempenho da XTEND na NYSE será o primeiro teste público da tese que sustenta o portfólio, enquanto a ASIO avança em parceria com a Anduril. A meta de captação menor, no fim, foi uma escolha deliberada: concentrar o retorno em vez de dividi-lo.
