Reconstrução pós-enchente no Nepal custará US$ 5 bi, diz bilionário
Binod Chaudhary, do Chaudhary Group, deu a estimativa em entrevista à Bloomberg
O que aconteceu
Binod Chaudhary, chairman e presidente do Chaudhary Group, estimou em pelo menos US$ 5 bilhões o custo para reconstruir a infraestrutura do Nepal após a enchente relâmpago desta semana. A declaração foi feita em entrevista exclusiva ao programa "Insight with Haslinda Amin", da Bloomberg News, veiculada em 28 de agosto de 2026. Chaudhary também afirmou que o valor que o Chaudhary Group vai destinar a esse esforço será maior do que o gasto em 2015, quando um terremoto mortal provocou uma reconstrução nacional.
A estimativa de US$ 5 bilhões foi apresentada por Binod Chaudhary, que comanda o Chaudhary Group, conglomerado com sede no Nepal. O montante cobre danos em estradas, pontes, energia e outras estruturas essenciais, mas o empresário não detalhou a metodologia do cálculo. A enchente ocorreu nesta semana, e equipes de resgate seguem trabalhando nas áreas atingidas.
Contexto
O Nepal já enfrentou um desastre de grande escala em 2015. O terremoto de abril daquele ano deixou mais de 8 mil mortos e danificou ou destruiu centenas de milhares de construções, segundo relatos da época. O Chaudhary Group participou dos esforços de reconstrução, financiando parte das obras. Agora, uma nova calamidade, desta vez causada por uma enchente relâmpago, volta a exigir investimento pesado em infraestrutura. A comparação feita por Binod Chaudhary entre os dois eventos indica que a situação atual pode ser tão grave ou pior do que a de 2015, ao menos em termos de custo para o grupo.
Por que importa
Os US$ 5 bilhões representam uma cifra bilionária para um país cuja economia depende de agricultura, turismo e remessas de trabalhadores no exterior. O governo nepalês terá dificuldade de arcar sozinho com a reconstrução, e a participação do setor privado, liderada pelo Chaudhary Group, será decisiva. A fala de Binod Chaudhary, um dos empresários mais influentes do Nepal, também sinaliza que o capital privado está disposto a entrar, mas espera previsibilidade e coordenação com as autoridades.
Impacto
No curto prazo, a reconstrução deve gerar empregos na construção civil e movimentar fornecedores de materiais como cimento e aço. O Chaudhary Group, que tem negócios em alimentos, hotéis, energia e infraestrutura, pode usar sua estrutura para executar obras. No entanto, o custo maior do que em 2015 pressionará as finanças do grupo, que precisará equilibrar investimento social com retorno financeiro. Para a população, a demora na reconstrução pode manter comunidades isoladas e serviços básicos interrompidos por meses.
O que muda
A devastação desta semana muda a prioridade do Nepal, que agora precisa reconstruir praticamente tudo de novo. O Chaudhary Group, que já tinha experiência com a reconstrução de 2015, deve atuar em frentes como habitação, estradas e energia. A declaração de Binod Chaudhary também coloca o tema na agenda internacional, o que pode atrair ajuda de outros países e organizações. No entanto, o financiamento privado não substitui a necessidade de políticas públicas de prevenção a desastres.
O que vem agora
Não há ainda um plano detalhado de reconstrução nem um cronograma oficial. Especialistas e empreiteiras devem começar a avaliar os danos e estimar os custos reais, que podem superar os US$ 5 bilhões citados por Chaudhary. O governo do Nepal, o Chaudhary Group e possíveis parceiros internacionais terão de definir prioridades. A entrevista de Binod Chaudhary à Bloomberg foi um primeiro passo para mostrar a dimensão do problema e mobilizar recursos. Nas próximas semanas, novos balanços de perdas devem surgir.
