Resident Evil de Zach Cregger pode ter maior estreia da franquia no cinema
Projeção do Box Office Pro indica US$ 40 a US$ 50 milhões no fim de semana de abertura em setembro
O que aconteceu
O filme de Resident Evil dirigido por Zach Cregger está em ritmo de registrar o fim de semana de estreia mais rentável da história das adaptações da franquia de terror da Capcom. As projeções vem do Box Office Pro, publicação profissional e veículo oficial da National Association of Theater Owners, que aponta US$ 40 milhões a US$ 50 milhões na abertura de setembro. Os números são otimistas para Cregger antes mesmo do lançamento.
Se a previsão se confirmar, o valor supera com folga o recorde atual. O maior desempenho de estreia entre os filmes de Resident Evil até hoje pertence a Resident Evil: Afterlife, que faturou cerca de US$ 26,6 milhões quando chegou aos cinemas em 2010. O recorde, portanto, seria superado em pelo menos US$ 13 milhões mesmo na faixa mais baixa da projeção.
Contexto
A nova produção se coloca acima de todos os capítulos anteriores da série. Resident Evil: Apocalypse e Resident Evil: Extinction arrecadaram cerca de US$ 23 milhões cada nas respectivas estreias. O filme original, lançado em 2002, fez US$ 17,7 milhões no fim de semana de abertura. O pior desempenho foi o de Resident Evil: Welcome to Raccoon City, de 2021, amplamente criticado por fãs e imprensa. O IGN, por exemplo, deu nota 6 de 10 ao filme na época.
Cregger, diretor de Barbarian e Weapons, construiu a base do entusiasmo ao recusar uma adaptação 1:1 dos games. Em entrevista ao IGN na San Diego Comic Con, ele disse que "tomou liberdades" com o material original. "Não estou tentando adaptar um videogame", afirmou. "Não estou usando os personagens dos jogos. Não estou contando uma história que os jogos contam, porque não vou conseguir fazer isso melhor do que eles." Para ele, Leon, Claire e os demais já existem de forma perfeita nos games.
Por que importa
O êxito projetado indica que a estratégia de Cregger encontrou ressonância com o público. Em vez de repetir heróis consagrados, o filme acompanha um cidadão comum envolvido no Incidente de Raccoon City. Essa abordagem reduz a pressão de comparar a produção com os jogos e abre espaço para uma história nova dentro do mesmo universo.
Para a Capcom, dona da franquia, uma estreia nesse patamar representa um ativo comercial relevante em um ano de forte aposta no terror nos cinemas. A expectativa do público, somada ao histórico do diretor em filmes de horror bem avaliados, ajuda a explicar a previsão agressiva feita pelo Box Office Pro.
Impacto
A divulgação já mostra referências diretas aos games que alimentam o hype. Há cenas do protagonista correndo por munição, munições da shotgun Heavy Field de Resident Evil 4, sequências em primeira pessoa, uma máquina de escrever e a menção à Umbrella. Esses elementos equilibram fidelidade e novidade, o que o Box Office Pro reflete nas projeções.
Caso a previsão se confirme, o filme de Zach Cregger, diretor do sucesso Barbarian, entrará para a história como a adaptação cinematográfica de maior apelo comercial de Resident Evil, franquia da Capcom que nasceu em 1996 e se tornou referência mundial do gênero survival horror. O movimento tende a destravar orçamentos maiores e novas apostas em histórias originais dentro do universo do game.
O que muda
O cartaz de estreia com recorde muda o patamar de negociação da Capcom com estúdios e distribuidores. Uma bilheteria de US$ 40 milhões a US$ 50 milhões no primeiro fim de semana coloca o filme no mesmo grupo dos grandes lançamentos do gênero e reduz o risco percebido em adaptações de jogos. Isso também eleva a régua para concorrentes que tentam levar franquias de games ao cinema.
O que vem agora
O filme está previsto para estrear em setembro nos Estados Unidos. O desempenho real do fim de semana de abertura será divulgado após o lançamento por serviços de bilheteria como Box Office Mojo e Comscore. Resta saber se a recepção da crítica acompanha o entusiasmo do público e se a bilheteria sustentará o ritmo nas semanas seguintes.
