Road to Battlefield: competição da Silkroad Innovation Hub chega à 2ª edição
Programa conecta fundadores da Eurásia Central ao Startup Battlefield 200 no Disrupt, em São Francisco
O que aconteceu
A segunda edição do Road to Battlefield, competição organizada pela Silkroad Innovation Hub em parceria com TechCrunch, Freedom Holding, Astana Hub e IT Park Uzbekistan, está em andamento. O objetivo é dar a fundadores da Eurásia Central uma rota direta ao Startup Battlefield 200, que acontece durante o Disrupt, de 13 a 15 de outubro em São Francisco (TechCrunch). As rodadas nacionais ocorreram online entre 6 e 20 de julho, e 22 startups avançaram para a final regional em 12 de agosto. Dali, os jurados selecionarão três finalistas para representar a região no palco global.
Contexto
O programa foi lançado em 2025 e, no primeiro ano, recebeu 485 inscrições de 27 países — na época, o maior evento de pitch da região. Três startups saíram dele para representar a Eurásia Central: Polygraf AI (Azerbaijão/EUA), Surfaice (Cazaquistão/EUA) e Investbanq (Singapura/EUA). Neste ano, as inscrições saltaram para 726, vindas de 39 países, alta de quase 50% em relação ao ano anterior e mais de uma dúzia de países adicionais. É um recorde do programa, que agora abrange Ásia Central, Cáucaso, Oriente Médio, Europa Oriental e Sul da Ásia.
Por que importa
A Eurásia Central está produzindo um dos pipelines de startups de crescimento mais rápido entre mercados emergentes, e os números sustentam essa leitura. O crescimento de inscrições e a expansão geográfica indicam que o programa está cumprindo o papel de conectar talentos locais a VCs e ecossistemas globais. "Há muito talento aqui que o mundo ainda não encontrou", disse Asset Abdualiyev, fundador e CEO da Silkroad Innovation Hub, em declaração ao TechCrunch.
Impacto
No curto prazo, a final regional de 12 de agosto define quais três startups irão ao Startup Battlefield 200. No médio prazo, a competição amplia a visibilidade de fundadores da região diante de investidores internacionais. Os pitches foram avaliados por 47 jurados de oito países, vindos de VCs, hubs de tecnologia e fundadores que já escalaram empresas, além de um juiz de IA independente, a AI-Dana.
O que muda
A competição deixa de ser um evento isolado e se consolida como um canal recorrente entre a Eurásia Central e o ecossistema global de startups. Para fundadores da região, o programa oferece um caminho direto para o palco do Disrupt, algo que não existia nessa escala antes.
O que vem agora
Os 22 finalistas — entre eles MoliyAI, Sino AI, Deepen, Fermopolis, Oqim App e Cerberus (Uzbequistão); Soup, CortexAI, Scano, 4sell.ai, WeGlobal AI, ZhanCare.AI e Kaptın Kaptın (Cazaquistão) — disputam a final regional em 12 de agosto. Os três vencedores representarão a Eurásia Central no Startup Battlefield 200 durante o Disrupt, em outubro.
