Demissões atingem equipe do multiplayer de The Witcher, Project Sirius
Nove funcionários foram cortados e outros nove realocados dentro da CD Projekt
O que aconteceu
Nove funcionários da equipe de Project Sirius foram demitidos nesta semana, e outros nove foram realocados em outras áreas da CD Projekt (Kotaku, via Polygon). Segundo a reportagem, a empresa adota agora "uma mudança mais ampla na estratégia de desenvolvimento".
Project Sirius é o jogo multiplayer ambientado no universo The Witcher, anunciado em 4 de outubro de 2022 em uma atualização para investidores (Polygon). O desenvolvimento é conduzido pela CD Projekt Red Boston, que absorveu o estúdio The Molasses Flood, criador do roguelike The Flame in the Flood (2016) e do jogo de ação e sobrevivência Drake Hollow (2020).
Contexto
Quando foi anunciado, em 2022, Project Sirius estava em pré-produção e contava com mais de 60 desenvolvedores. Na época, o executivo Adam Kiciński afirmou que o jogo "será ambientado no universo The Witcher, mas difere dos nossos lançamentos anteriores por atingir um público muito mais amplo", com modos single-player e multiplayer.
Esta não é a primeira turbulência. Em 2023, a CD Projekt reiniciou o projeto do zero e demitiu 29 desenvolvedores. O CFO Piotr Nielubowicz justificou a decisão na ocasião: "para permanecermos inovadores, precisamos experimentar e ser corajosos ao tentar novos caminhos". Ele disse ainda que é "melhor cortar custos cedo — e até reiniciar, se necessário — do que seguir adiante".
Segundo o Kotaku, o projeto vinha "relativamente bem recentemente, após mudanças feitas na primavera" — até os cortes atuais. Em maio, a CD Projekt Red contratou Kwan Perng, veterana de Destiny 2, como roteirista principal.
Por que importa
Os cortes indicam que a CD Projekt segue ajustando seus planos em um momento de aposta pesada na franquia. Project Sirius foi anunciado ao lado de Project Polaris, descrito como o primeiro jogo de uma nova trilogia The Witcher — cujo primeiro título, The Witcher 4, foi revelado no Game Awards em dezembro de 2024. A companhia planeja lançar a trilogia em um período de seis anos.
Para jogadores, a notícia sugere que o multiplayer de The Witcher pode demorar mais ou mudar de formato. Para o mercado, reforça uma realidade já conhecida: projetos multiplayer ambiciosos exigem investimento alto e retorno incerto, e estúdios têm ajustado equipes com frequência.
Impacto
No curto prazo, Project Sirius fica com a equipe reduzida e pode passar por nova reavaliação de escopo, como ocorreu em 2023. A realocação de nove profissionais para outras áreas da companhia indica que a CD Projekt prefere reaproveitar talento interno a ampliar os cortes.
No médio prazo, a empresa precisa demonstrar que consegue sustentar um projeto com componente multiplayer — algo inédito no estúdio — enquanto desenvolve a nova trilogia. A lógica de "cortar custos cedo", nas palavras do CFO, deve continuar orientando as decisões.
O que muda
Project Sirius deixa de ser tratado como uma aposta segura e passa a ser um projeto sob observação. Os cortes desta semana vêm logo depois da contratação de uma roteirista de peso para o jogo, o que mostra que a direção do projeto segue em aberto.
O que vem agora
A CD Projekt não deu detalhes públicos sobre os próximos passos de Project Sirius. Seguindo o padrão de 2023, é provável que o projeto passe por nova reavaliação interna antes de qualquer posicionamento oficial. O centro de atenção da empresa, porém, permanece na nova trilogia The Witcher, que começa com The Witcher 4 (Polygon).
Fontes
- Polygon — Team behind multiplayer Witcher game 'Project Sirius' hit by layoffs: https://www.polygon.com/multiplayer-witcher-game-layoffs-project-sirius-update/
- Kotaku (reportagem original citada pelo Polygon)
