Meccha Chameleon chega a 20 milhões de cópias vendidas em dois meses
Sucesso indie de esconde-esconde dispara em vendas e lidera o mercado em 2026
O que aconteceu
Meccha Chameleon atingiu 20 milhões de cópias vendidas em pouco mais de dois meses de lançamento. O anúncio foi feito pela dupla de desenvolvedores lemorion_1224 e Haganeiro no hub de notícias do jogo no Steam (Polygon). O número torna o título quase certamente o jogo mais vendido do ano até agora.
O crescimento partiu de um patamar já elevado. No início de julho, Rhys Elliott, da Alinea Analytics, apontou Meccha Chameleon como o campeão de vendas do primeiro semestre de 2026, com 12,6 milhões de cópias. Os concorrentes mais próximos eram FC26 (9,1 milhões), Resident Evil Requiem (7,5 milhões), Forza Horizon 6 (7,4 milhões), Arc Raiders (7,4 milhões) e Slay the Spire 2 (7 milhões). Desde então, o maior destaque foi a chegada das versões de PlayStation 4 e 5 de Call of Duty: Black Ops 2 e Black Ops, que venderam 8,2 milhões e 3 milhões de cópias, respectivamente, apenas em julho (Polygon).
Contexto
Meccha Chameleon é um jogo de esconde-esconde no qual os jogadores se disfarçam no cenário usando ferramentas de pintura digital. A mistura da mecânica de prop hunt com situações cômicas transformou o jogo na mais nova sensação do "friendslop", apelido usado em tom de deboche para descrever esse tipo de experiência (Polygon).
O gênero já demonstrava força. No ano passado, Peak e R.E.P.O. atraíram 14,5 milhões e 19,2 milhões de jogadores, respectivamente (Polygon). Meccha Chameleon chegou a um pico de mais de 340 mil jogadores simultâneos no Steam — o número caiu desde então, mas as vendas seguiram em alta.
Por que importa
Superar 20 milhões de cópias em dois meses é um feito raro mesmo para os padrões de jogos indie virais. Na prática, o título está à frente de franquias estabelecidas no acumulado do ano, como Resident Evil e Forza. Para estúdios pequenos, o caso mostra a força da distribuição no Steam e da viralização orgânica — e prova que um jogo feito por dois desenvolvedores consegue competir com lançamentos de grandes publishers.
Impacto
Nem tudo foram flores. No mês passado, um pesquisador independente descobriu que hackers esconderam vírus em mapas criados por usuários na Steam Workshop de Meccha Chameleon. Ao serem abertos, os mapas executavam um comando invisível que instalava um Trojan de acesso remoto, dando aos atacantes controle sobre o PC da vítima (Polygon). O computador de teste de um dos desenvolvedores foi invadido por esse método, e o atacante chegou a assumir temporariamente o canal oficial do jogo no Discord. A falha foi corrigida, mas não está claro quantos usuários foram afetados.
O incidente não parece ter arranhado as vendas. Ainda assim, episódios como esse expõem os riscos de segurança em jogos com forte dependência de conteúdo criado pela comunidade.
O que muda
A marca das 20 milhões de cópias consolida o "friendslop" como um fenômeno duradouro, apesar do apelido pejorativo. Também muda a leitura de mercado: um jogo pequeno pode dominar as paradas globais de vendas por um período prolongado — algo que parecia reservado a grandes franquias.
O que vem agora
A dupla não detalhou os próximos passos além do anúncio no Steam. Restam perguntas sobre planos de atualizações, moderação da Steam Workshop e a possibilidade de novas plataformas. O desempenho nas próximas semanas, com a chegada de lançamentos de peso no fim do ano, dirá se o jogo sustenta a liderança nas paradas de 2026.
Fontes
- Polygon — "Viral Hit 'Meccha Chameleon' Is Still Going Strong, Hitting 20 Million Sales" (https://www.polygon.com/meccha-chameleon-20-million-sales/)
