Adit Singh, da Cerebras, vira sócio de infraestrutura na Mayfield
Ex-sócio da Foundation Capital, que liderou rodada inicial da Cerebras, vai focar em semicondutores, cibersegurança e IA física.
O que aconteceu
Adit Singh, que era sócio da Foundation Capital quando ajudou a originar e co-liderar a primeira rodada de investimento na então obscura startup de chips Cerebras, agora é sócio de infraestrutura na Mayfield. A notícia foi dada por ele na quinta-feira (20). Na Mayfield, Singh vai investir em hardware, software de infraestrutura, cibersegurança e IA física. Ele afirmou ao TechCrunch que foi a força da firma em semicondutores que o atraiu. "Se você olhar o portfólio de semicondutores da Mayfield, provavelmente é o melhor do mercado agora", disse, citando investimentos como Upscale AI, avaliada em US$ 2 bilhões, e Lumilens, que levantou US$ 700 milhões a uma avaliação de US$ 5,5 bilhões.
Contexto
Singh tem formação em engenharia elétrica e se descreve como "designer de chips por treinamento". Ele credita essa bagagem por ter reconhecido o potencial da Cerebras há 10 anos. Na época, ele era sócio da Foundation Capital. Quando a Cerebras fez seu IPO bilionário em maio, a Foundation Capital detinha cerca de 7% da empresa, tornando-se o terceiro maior acionista. A companhia agora negocia a uma avaliação de quase US$ 50 bilhões. Singh não ficou na Foundation: em 2017, co-fundou a Neotribe Ventures e, após quatro anos à frente da firma, juntou-se à Cota Capital, uma gestora de early-stage.
Por que importa
A chegada de Singh à Mayfield ocorre em um momento em que o tamanho dos deals de seed em infraestrutura cresceu muito. Enquanto fundos menores muitas vezes ficam de fora de mega-seed, a Mayfield, com US$ 3 bilhões em ativos sob gestão, pode escrever cheques de até US$ 20 milhões em rodadas seed. Para o mercado brasileiro, o movimento reforça a tese de que semicondutores e IA física são áreas estratégicas para VCs globais, com impacto potencial em startups locais que atuam com hardware e infraestrutura.
Impacto
No curto prazo, Singh deve ajudar a Mayfield a ampliar sua atuação em semicondutores e IA física, áreas que têm atraído capital intensivo. A experiência dele com a Cerebras, que saiu de uma startup desconhecida para um IPO de quase US$ 50 bilhões, pode ser um diferencial na avaliação de startups de chips. A Mayfield, fundada há 57 anos, ganha um sócio com histórico comprovado em early-stage e em tecnologia profunda.
O que muda
A Mayfield passa a ter um investidor com experiência em uma das maiores histórias de sucesso recentes do setor de chips. Singh, por sua vez, ganha acesso a um fundo com capacidade para cheques maiores, o que pode permitir que ele invista em rodadas seed mais robustas. A mudança também sinaliza que a tese de infraestrutura de IA segue atraente para VCs estabelecidos.
O que vem agora
Singh já está na Mayfield e deve começar a buscar oportunidades em semicondutores, cibersegurança e IA física. A firma, que tem US$ 3 bilhões sob gestão, deve usar a experiência dele para avaliar startups que precisam de capital intensivo. Não há informações sobre novos investimentos imediatos, mas a expectativa é que Singh participe de rodadas seed de até US$ 20 milhões.
