Cosplayer do Homem-Aranha agride supremacistas em Minneapolis

Vídeo mostra herói de fantasia trocando socos com grupo de extrema direita durante protesto em Minnesota

Por Marcos Guimarães25 ago 2026
Cosplayer do Homem-Aranha agride supremacistas em Minneapolis

O que aconteceu

O cosplayer do Homem-Aranha, que depois se identificou como Keyssy Ayala Castro Figuero, confrontou no sábado (22 de agosto de 2026) um grupo de supremacistas brancos que protestava em Minneapolis. As imagens mostram o herói de fantasia saltando sobre a traseira de um caminhão e tentando arrancar das mãos dos manifestantes uma placa com uma palavra de baixo calão racial, enquanto aplicava golpes. O fotógrafo Chris Juhn registrou o momento exato em que o cosplayer preparava um soco, e a foto correu o mundo.

A polícia local prendeu tanto o cosplayer quanto o organizador do protesto, Jake Lang, que é um conhecido provocador de extrema direita.

Contexto

O protesto de Lang era contra a condenação de Shiloh Hendrix, uma mulher considerada culpada por gritar insultos raciais a uma criança autista negra em um playground. Lang já tem um histórico extenso: participou do ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, foi preso e depois perdoado pelo presidente Donald Trump. Desde o perdão, ele organizou uma manifestação antissemita em Washington D.C., onde fez saudações nazistas e gritou epítetos raciais, além de ter sido preso por ameaçar matar Karmelo Anthony e ser acusado de vandalizar uma escultura de gelo anti-ICE.

Minneapolis, cidade onde ocorreu o confronto, é um dos locais que vive uma onda de protestos contra as operações de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). Em janeiro, dois manifestantes foram mortos por agentes federais: Renée Good, baleada por um agente do ICE em 7 de janeiro, e Alex Pretti, morto por patrulheiros da Border Patrol em 24 de janeiro.

Por que importa

O caso do Homem-Aranha real, como ficou conhecido o cosplayer, mostra como a cultura pop se mistura com a resistência política nos Estados Unidos. O cosplayer não era apenas um fã fantasiado, mas alguém que decidiu agir diretamente contra o discurso de ódio. Figuero afirmou ter sido derrubado e atingido por policiais durante a confusão, e criou uma página no GoFundMe para arcar com despesas médicas e legais. A vaquinha já arrecadou quase US$ 12 mil em doações.

Impacto

A imagem do Homem-Aranha, um dos heróis mais populares da Marvel, socando supremacistas brancos viralizou e gerou debate sobre justiça com as próprias mãos. Enquanto alguns elogiam a coragem do cosplayer, outros questionam se a violência é o caminho. O caso também expõe a tensão crescente em Minneapolis, que segue como um campo de batalha cultural após os protestos de 2020 pela morte de George Floyd e agora com a violência das operações do ICE.

O que muda

A prisão de Figuero e a vaquinha que já ultrapassou US$ 12 mil mostram que o público está disposto a financiar a defesa de quem enfrenta grupos de ódio na rua. O episódio também coloca holofotes sobre Jake Lang e seus aliados, que continuam ativos mesmo depois de condenações e perdões presidenciais.

O que vem agora

Figuero deve responder legalmente pelas agressões, e o valor arrecadado no GoFundMe será usado para sua defesa. A polícia de Minneapolis não divulgou as acusações formais contra ele e Lang. Enquanto isso, a foto de Chris Juhn, que já é comparada a imagens icônicas de protestos, deve continuar circulando como símbolo da resistência contra o racismo nos Estados Unidos.