Mercado de humanoides valerá US$ 200 bi até 2035, prevê Barclays
Analista projeta expansão massiva da robótica com IA; setor enfrenta escassez de mão de obra
O que aconteceu
A analista da Barclays Zornitsa Todorova afirmou que o mercado de robôs com inteligência artificial e máquinas autônomas pode atingir US$ 200 bilhões até 2035, no que chamou de 'década do robô'. Segundo ela, a robótica habilitada por IA marca um momento de fronteira na tecnologia e apresenta novas oportunidades de investimento em um mundo marcado por escassez de mão de obra e mudanças nas preferências dos trabalhadores (Bloomberg).
Contexto
A projeção surge em um momento de aceleração do setor, com empresas como Tesla (projeto Optimus), Boston Dynamics e startups de humanoides investindo em máquinas para tarefas industriais e domésticas. A demanda por automação cresce em segmentos como manufatura e logística, pressionados por falta de trabalhadores e aumento de custos. A declaração de Todorova foi dada no episódio mais recente do Bloomberg Tech: Europe, em entrevista a Tom Mackenzie.
Por que importa
Para o Brasil, a tendência tem impacto direto em cadeias produtivas como agroindústria, manufatura e serviços. Empresas brasileiras que desenvolverem integração entre IA e robótica — seja na produção de componentes, sensores ou software — podem se posicionar em um mercado global em expansão. Investidores institucionais e de venture capital devem acompanhar o ecossistema de robótica, que se torna um vetor de diversificação além de semicondutores e IA.
Impacto
No curto prazo, a previsão da Barclays deve reforçar o fluxo de capital para startups e companhias listadas de robótica. No médio prazo, a adoção de humanoides pode reduzir custos operacionais e redefinir processos produtivos — mas também exige atenção com regulação, segurança e requalificação profissional. O potencial de trilhões de dólares sugere que a automação física será um dos principais eixos de crescimento tecnológico da próxima década.
O que muda
O quadro de investimento sai do foco estrito em chips e softwares generativos e passa a incluir atuadores, baterias, sistemas de visão computacional e plataformas de controle. A análise da Barclays indica que a robótica com IA deixa de ser nicho de laboratório e se torna uma tese de mercado ampla, com impacto em múltiplas indústrias.
O que vem agora
A Barclays projeta avanços técnicos contínuos na 'década do robô', mas ressalta que a escalabilidade dependerá da redução de custos e da integração com sistemas produtivos existentes. Acompanhar os próximos passos de empresas como Tesla, Figure AI e outras desenvolvedoras de humanoides será essencial para validar as metas de produção e adoção comercial.
