StrictlyVC volta a Nova York em 10 de setembro com Keith Rabois e IA em pauta
Evento do TechCrunch traz Keith Rabois, Craig Shapiro e fundadores para debater IA, esportes e comunidade
O que aconteceu
O TechCrunch confirmou que a série StrictlyVC, seus eventos noturnos boutique, volta a Nova York na quinta-feira, 10 de setembro, no West Village. A edição marca o retorno da série à cidade após dois anos, com uma programação de peso: Keith Rabois, sócio da Khosla Ventures; Craig Shapiro, fundador da Collaborative Fund, que co-patrocinia a noite; Jason Levien, CEO do D.C. United; Tristan Walker, fundador da Heirloom Craft; Brynn Putnam, fundadora da Board; e Deven Parekh.
A série, que em 2026 já passou por San Francisco, Los Angeles e Atenas, escolheu Nova York para um dos seus encontros mais aguardados. Rabois abre a noite com uma conversa sobre venture capital e IA. Ele deve falar sobre fundadores que levantam mais capital do que precisam, e sobre o investimento de US$ 50 milhões que a Khosla Ventures fez na OpenAI em 2019, quando a empresa ainda não tinha modelo de negócios claro.
Contexto
A série StrictlyVC existe como um espaço para conversas diretas entre investidores, fundadores e operadores do ecossistema de tecnologia. A edição de Nova York tem um simbolismo particular: é a primeira na cidade em dois anos, e acontece em um momento em que o capital de risco se reorganiza geograficamente.
Keith Rabois, por exemplo, recentemente se mudou do Vale do Silício para a Costa Leste. Ele é conhecido por opiniões fortes sobre o que funciona e o que não funciona em venture. Rabois investiu quatro vezes na Ramp, empresa de gestão de gastos, e também apostou na State Affairs, que usa IA e jornalistas locais para monitorar notícias e políticas estaduais nos 50 estados americanos.
Por que importa
A volta do StrictlyVC a Nova York sinaliza um movimento mais amplo do capital de risco americano. A Costa Leste, e Nova York em particular, vem atraindo investidores que antes estavam concentrados na Califórnia. A presença de Rabois no evento é um reflexo disso, e ele não esconde que quer agitar as estruturas onde chega.
O debate sobre IA também é central. O cheque de US$ 50 milhões da Khosla Ventures na OpenAI em 2019 é um caso estudado no mercado. Na época, a OpenAI não tinha receita relevante nem modelo de negócios definido. A aposta da Khosla Ventures se tornou uma referência de visão de longo prazo, e Rabois deve comentar as dificuldades recentes da OpenAI em comparação com concorrentes.
Para fundadores, o evento traz exemplos concretos de saídas e recomeços. Tristan Walker vendeu sua empresa anterior, Walker & Company Brands, dona da Bevel, para a Procter & Gamble em 2018. Agora ele lidera a Heirloom Craft, startup que quer repatriar o artesanato fino americano, treinando uma nova geração de artesãos. Brynn Putnam vendeu a Mirror, startup de fitness conectado, para a Lululemon por US$ 500 milhões, apenas três anos após o lançamento. A Mirror, fundada em 2018, foi adquirida em 2020, um dos maiores exits do setor fitness. Agora Putnam aposta na Board.
Impacto
O impacto imediato é para o ecossistema de startups nova-iorquino, que ganha um evento de networking com nomes que decidem onde o capital vai. Mas há um efeito mais amplo: a conversa entre Craig Shapiro e Jason Levien sobre clubes de futebol como investimento toca em uma tendência real. A D.C. United, da Major League Soccer, é um caso de como propriedade esportiva virou classe de ativo para fundos de venture.
A intersecção entre esportes, fandom, comércio e comunidade é um tema que atrai cada vez mais capital. A Collaborative Fund, de Shapiro, investe nessa área, e a presença de Levien no palco indica que o mercado de clubes esportivos como negócio tecnológico está amadurecendo.
O painel com Walker e Putnam, por sua vez, aborda a outra face da IA: o que ela tira da sociedade. Ambos constroem negócios que apostam em capacidades humanas artesanais e em conexão física, em contraponto à automação. A discussão deve explorar como fundadores podem criar valor em um mundo onde a IA substitui tarefas, mas não a necessidade de comunidade.
O que muda
O StrictlyVC em Nova York muda a agenda de networking do setor na Costa Leste. Para os participantes, é uma chance rara de acesso a investidores que normalmente estão em San Francisco. Para o TechCrunch, é uma consolidação da marca em outras praças.
A presença de Keith Rabois também deve gerar frases que reverberam no mercado. Ele é conhecido por declarações duras, e a conversa sobre fundadores que levantam capital em excesso pode alimentar debates sobre valuation e disciplina financeira em startups.
A discussão sobre a OpenAI também é relevante. O mercado acompanha se a empresa, que recebeu o cheque da Khosla Ventures quando era só uma aposta, vai superar os desafios atuais. A narrativa de que a OpenAI enfrenta mais ventos contrários que rivais é uma das teses que Rabois deve contrapor.
O que vem agora
O evento acontece na noite de 10 de setembro, no West Village, em uma região de brownstones e paralelepípedos, como o TechCrunch fez questão de destacar. A série promete noites semelhantes em outras cidades ao longo de 2026, seguindo o calendário que já passou por San Francisco, Los Angeles e Atenas.
Para quem não conseguir entrar, o TechCrunch deve publicar os principais destaques das conversas nos dias seguintes. A expectativa é que os temas de IA, capital de risco e esportes dominem a cobertura.
