Control Resonant: zonas evoluem em vez de XP no novo RPG da Remedy

Novo sistema de progressão reage às derrotas de chefes, tornando o mundo mais perigoso

Por Marcos Guimarães19 ago 2026
Control Resonant: zonas evoluem em vez de XP no novo RPG da Remedy

O que aconteceu

A Remedy Entertainment confirmou que Control Resonant, sequência do aclamado Control, adota um sistema de progressão inédito: o jogador não recebe XP ao derrotar chefes ou completar missões. Em vez disso, as zonas do mundo aberto de Manhattan reagem às vitórias, tornando-se mais hostis e desafiadoras. A informação foi divulgada pelo IGN em uma prévia detalhada do jogo, com declarações do diretor Mikael Kasurinen e do diretor de arte Elmeri Raitanen.

Contexto

Control, lançado em 2019, já havia experimentado elementos de RPG, mas Resonant leva essa abordagem adiante. No original, a sede da agência federal, The Oldest House, era dividida em áreas únicas infestadas por entidades como o Hiss e o Mold. Agora, a corrupção se espalha por Manhattan, e os inimigos evoluíram. O Hiss, parasita paranatural que corrompeu o protagonista Dylan no primeiro jogo, aparece em uma forma mais violenta e caótica, capaz de afetar o ambiente e objetos maiores.

Por que importa

A decisão de eliminar o XP tradicional desafia convenções do gênero RPG. Em vez de recompensar o jogador com pontos de experiência, a progressão é sentida no mundo: cada zona conquistada se torna mais perigosa, criando um ciclo de dificuldade crescente. Isso altera a estratégia do jogador, que precisa pesar riscos e recompensas de forma mais orgânica. Para fãs de Control, é uma evolução natural da narrativa, já que o Hiss agora corrompe não só pessoas, mas também veículos e estruturas urbanas.

Impacto

A curto prazo, a novidade deve gerar discussões na comunidade de jogadores, acostumada a sistemas de progressão baseados em XP. A médio prazo, pode influenciar outros estúdios a repensar como recompensam o jogador. A Remedy, conhecida por quebrar fórmulas, aposta em uma experiência mais imersiva, onde o mundo reage às ações do protagonista. O design de inimigos também impressiona: o diretor de arte Elmeri Raitanen revelou que um dos novos oponentes é um ônibus virado, com passageiros corrompidos que se tornam inimigos geradores.

O que muda

Para o jogador, a mudança significa que cada batalha contra chefes tem consequências duradouras. Derrotar uma ameaça não apenas limpa a área, mas também a torna mais arriscada. Isso exige planejamento e adaptação constantes, em vez de simplesmente acumular pontos. A atmosfera de Manhattan, já corrompida, ganha camadas de tensão, pois o ambiente se torna um personagem ativo.

O que vem agora

Control Resonant ainda não tem data de lançamento confirmada, mas a prévia do IGN indica que o jogo está em desenvolvimento avançado. A Remedy deve divulgar mais detalhes sobre o sistema de progressão e as zonas de Manhattan nos próximos meses. Enquanto isso, os fãs podem especular como a ausência de XP afetará a narrativa e o ritmo do jogo.