Onimusha: Way of the Sword vende 1 milhão em um dia e Capcom promete reviver séries antigas

Sucesso do retorno da série histórica reforça a estratégia de 'reativar' franquias esquecidas, com Mega Man na fila para 2027

Por Marcos Guimarães7 set 2026
Onimusha: Way of the Sword vende 1 milhão em um dia e Capcom promete reviver séries antigas

O que aconteceu

A Capcom anunciou nesta segunda-feira que Onimusha: Way of the Sword vendeu mais de 1 milhão de cópias em seu primeiro dia de vendas. O jogo é o primeiro título principal da série de ação histórica em 20 anos, e o retorno se provou tanto um sucesso comercial quanto de crítica.

O lançamento de Way of the Sword se soma a uma sequência impressionante da Capcom em 2026. O ano começou com Resident Evil Requiem, que superou 8 milhões de cópias vendidas. Depois vieram Pragmata, jogo original de ação sci-fi com 2,5 milhões de cópias, e Monster Hunter Stories 3. Os quatro títulos alcançaram ampla aclamação da crítica, com notas no Metacritic de 85 ou mais.

Contexto

A série Onimusha ficou duas décadas sem um novo jogo principal. O público esperava o retorno há anos, e a Capcom decidiu transformar essa demanda represada em estratégia corporativa.

Em nota à imprensa, a editora explicou a lógica: "Além de lançar regularmente grandes títulos novos a cada ano, a Capcom está focada em reativar IPs que não tiveram um novo lançamento recentemente". A empresa afirmou que trabalha para "maximizar ainda mais o valor corporativo alavancando sua rica biblioteca de conteúdo".

O plano faz sentido quando se olha o portfólio. A Capcom mantém três franquias gigantes, Resident Evil, Monster Hunter e Street Fighter, e agora usa o catálogo antigo para preencher o calendário entre os lançamentos dessas séries principais.

Por que importa

O caso Onimusha mostra que ressuscitar franquias antigas deixou de ser aposta sentimental e virou negócio mensurável. Um milhão de cópias em 24 horas, após 20 anos de hiato, indica que o público está disposto a pagar por retornos bem executados.

Para o mercado de games, o efeito é direto: outras editoras com catálogos dormentes têm agora mais um argumento financeiro para revisitar séries esquecidas. E para os jogadores, a fila de ressurreições da Capcom já tem nomes concretos.

Impacto

No curto prazo, o sucesso de Way of the Sword consolida 2026 como um ano excepcional para a Capcom. Um detalhe chama atenção na estratégia de lançamento: todos os jogos do ano da empresa chegaram com versão para Nintendo Switch 2 desde o primeiro dia.

No médio prazo, a iniciativa de reativação de IPs deve ganhar ritmo. Os fãs pedem novos jogos de Dino Crisis e Breath of Fire há ainda mais tempo do que esperaram pelo retorno de Onimusha. Com o resultado de Way of the Sword nas mãos, a Capcom tem o dado de vendas que faltava para aprovar esses projetos.

O que muda

O que muda na prática é o peso das franquias antigas dentro da Capcom. Séries como Onimusha deixam de ser lembranças de catálogo e passam a ocupar espaço no calendário anual de lançamentos, ao lado dos blockbusters recorrentes. O próximo teste dessa tese chega em 2027, com o retorno de Mega Man.

O que vem agora

A agenda da Capcom segue cheia. No dia 9 de outubro, a empresa lança a expansão Dark Arisen para Dragon's Dogma 2, junto com a versão do jogo para Nintendo Switch 2.

Depois, em 2027, chega Mega Man: Dual Override, o retorno da série de ação e plataforma retrô. E fica a pergunta no ar, feita pelo próprio Polygon: será a vez de Dino Crisis e Breath of Fire?